:::::: A SEMANA
07
de Fevereiro de 2005
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ARBITRAGEM
EM MIAMI, CACB FECHA ACORDO COM AAA
Em janeiro, Luiz Otavio Gomes, presidente da CACB, esteve em Miami, acompanhado do superintendente da entidade, Renato Rossi. Na agenda, a 3ª Conferência Internacional de Arbitragem de Miami, uma oportunidade de análise e discussão aprofundada sobre um tópico específico do campo da arbitragem internacional, diferente a cada ano. Nesta edição, foram escolhidas questões processuais práticas, essenciais na utilização da arbitragem. A American Arbitration Association (AAA), parceira da CACB, foi uma das colaboradoras do evento. Fruto dessa parceria, foi acertada na viagem uma grande campanha de divulgação sobre métodos extrajudiciais de solução de controvérsias (MESCs) no Brasil. Advogados, escritórios de advocacia e executivos são o público-alvo. Técnicos americanos e brasileiros levarão o projeto a 14 capitais, em todas as regiões do país. A AAA produzirá um material especializado que será traduzido e legendado para o projeto. Segundo Renato Rossi, a conferência foi muito proveitosa, em especial por essa parceria, acertada com Luiz Martinez, vice-presidente do International Centre of Dispute Resolution (ICDR). Também destacou o encontro com William K. Slate II, presidente da AAA.
PLANEJAMENTO ANUAL DA AICO
REUNIÃO DECIDE OS RUMOS DA ENTIDADE EM 2005
A Associação Ibero-americana de Câmaras de Comércio (AICO) lançou, em janeiro, em reunião da diretoria em Miami, o seu planejamento estratégico para este ano. Luiz Otavio Gomes, presidente da entidade e da CACB, participou da reunião. O fortalecimento institucional e a manutenção das atividades de sucesso são os principais pontos do documento, mas também há espaço para novidades. “A AICO, como organismo empresarial, se preocupou por levar à frente, de maneira tangível, o bem-estar econômico e social dos membros das câmaras nos distintos países que a integram. A forma de se alcançar essa situação é por meio do compromisso do setor privado de pressionar o setor público, buscando o verdadeiro livre comércio entre nossos países”, diz o documento.
ACIFI ALERTA SOBRE COBRANÇA INDEVIDA
BOLETO DA ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DO BRASIL NÃO DEVE SER PAGO
A Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIFI) informa que alguns associados estão recebendo boleto de cobrança da Caixa Econômica Federal, em favor da Associação Comercial e Empresarial do Brasil. A entidade não tem relação com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil e, portanto, não há nenhuma razão para que o empresário pague esse boleto, conforme explica o gerente administrativo da ACIFI, André Luis Tenerello. “Existem reclamações chegando às associações comerciais de vários estados e a suspeita é de que seja um golpe que vem sendo aplicado em empresários e lojistas de todo o país”, afirma. Segundo Tenerello, a preocupação é que os associados podem pagar o boleto acreditando tratar-se de uma cobrança da ACIFI, o que não é verdade. A orientação é de que os empresários orientem sua equipe sobre o assunto e não paguem esse título, em hipótese alguma. Caso contrário, terão prejuízos. “A ACIFI desconhece a origem desta instituição e não recomenda aos seus associados o pagamento desta contribuição”, conclui.
MICROCRÉDITO
MPEs AINDA DISTANTES DE CONSEGUIR O BENEFÍCIO
Menos de 10% do dinheiro destinado ao microcrédito chega efetivamente às microempresas brasileiras. É o que afirma Sérgio Bernardes Carvalho, presidente do Sindicato dos Microempresários do RS (Sindimicro). O grande empecilho para que as microempresas consigam ter acesso ao crédito é a burocracia. "O empresário da micro e pequena empresa precisaria contratar um contador para conseguir um empréstimo de mil ou 2 mil reais", reclama Carvalho. Para ele, os bancos não têm interesse em financiar os empresários deste porte. "É mais fácil emprestar 500 mil para uma empresa maior do que um pouquinho para várias", justifica. Ao todo, as pequenas e médias empresas ficam com 90% do microcrédito disponível no país. Disposto a mudar essa situação, o presidente do Sindimicro assinou, no final do ano passado, um acordo com o Banco do Brasil para criar uma linha de crédito mais prática. Isso diminuiu o número de documentos exigidos em um empréstimo de 15 para apenas seis. "Vamos ver se agora funciona", espera.
MEDIDA PROVISÓRIA 232
EMPRESÁRIOS CONSEGUEM APOIO DE CONGRESSISTAS
As entidades do Fórum Empresarial – Associação Comercial do Estado de Goiás (ACIEG), Fieg, Faeg, FCDL, Fecomércio, Adial e Federação das Associações Comerciais do Estado de Goiás (Facieg) - se reuniram com os deputados federais e senadores goianos, dia 31 de janeiro, para discutir alguns pontos da Medida Provisória 232, editada em 30 de dezembro do ano passado, que entre outros pontos eleva a alíquota do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para as empresas prestadoras de serviço que recolhem pelo lucro presumido. A reunião que foi uma das ações definidas no último dia 20, na ACIEG, conseguiu o compromisso dos deputados e senadores goianos de retirarem os artigos da MP que elevam a carga tributária do setor de serviços. Estiveram presentes na reunião os deputados federais Leonardo Vilela, Sergio Caiado, Ronaldo Caiado, Pedro Chaves, Rubens Otoni, Neyde Aparecida, Raquel Teixeira, Ênio Tatico, Pedro Canedo, João Campos, Sandro Mabel, Capitão Wayne e Sandes Junior, além dos senadores Demóstenes Torres, Lúcia Vânia e Maguito Vilela.
CONSUMIDOR ACREDITA NA EXPANSÃO DA ECONOMIA
SONDAGEM DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS MOSTRA QUE O BRASILEIRO CONTINUA OTIMISTA
O consumidor inicia o ano otimista com os rumos da economia. Segundo a 14ª Sondagem de Expectativas do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas, divulgada no dia 2 de fevereiro, o consumidor acredita que a economia vai continuar o ciclo de expansão do ano passado. A situação econômica atual do País foi avaliada como boa por 13,3% dos entrevistados, e ruim por 33,4%. A diferença de -20,1 pontos percentuais entre as duas respostas é a menor da série histórica iniciada em outubro de 2002. Essa diferença sempre foi negativa. Já em relação aos próximos seis meses, houve pouca alteração no quadro apurado em dezembro, que indicava confiança na manutenção de crescimento da economia. Segundo os técnicos da FGV, "a combinação das avaliações sobre o presente com as previsões para os próximos seis meses forma um dos melhores conjuntos de resposta para a pesquisa até hoje, comparável apenas ao apurado em janeiro de 2004”.
|
|
|