:: Associativismo

                                                                     Movimento Pró-Roraima

                  Facir se engaja na questão da demarcação de reserva indígena, que dura mais de 20 anos


       
                                                                                                            por FERNANDA VELLOSO

Desde abril deste ano, quando o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que homologa a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, área de cerca de 1,7 milhão de hectares, no Norte de Roraima, as manifestações contra e a favor têm sido freqüentes neste Estado. Em frente ao embate, que já perdura mais de 20 anos e envolveu lideranças indígenas, militares, políticos e fazendeiros, a Federação das Associações Comerciais e Industriais de Roraima – Facir –, decidiu engajar a causa e organizou o Movimento Pró-Roraima. “Nosso objetivo é que o Governo nos entregue as terras de direito”, explica o Presidente da Facir, Derval Furtado. Segundo ele, em conseqüência da demarcação contínua, sobram apenas 7% das áreas que poderão ser desenvolvidas ao agronegócio.

O movimento já realizou manifestações que envolveram protestos contra a homologação. O comércio local fechou suas portas e outros municípios também aderiram. Na ocasião, o ex-comandante militar da Amazônia, general da reserva Luiz Gonzaga Lessa, classificou como “absolutamente equivocada” a decisão do Go-verno brasileiro de homologar as terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol.
No mesmo mês de abril, o Presidente da Facir, mais um grupo de empresários, representantes dos setores produtivos do Estado e do Movimento Pró-Roraima, estiveram em Brasília reunidos com o Vice-presidente da República e Ministro da Defesa, José Alencar. Também integraram a comitiva roraimense na audiência, o Governador Ottomar Pinto (PTB), os Deputados federais Almir Sá e Luciano Castro (ambos do PL), além do Presidente da Assembléia Legislativa de Roraima, Deputado Estadual Mecias de Jesus (PL). Na reunião, a pauta girou em torno de assuntos relacionados com as questões fundiária, indígena e de fronteira.
Furtado explicou que o movimento é importante, pois a produção de arroz está ameaçada com esta nova demarcação. “O maior cinturão de arroz do país se encontra nesta área”, explicou o Presidente da Facir. Para ele, a movimentação ajuda, ao menos, na questão da conscientização do problema. Além das terras da reserva Raposa Serra do Sol, outra questão que o movimento tem em pauta é a da segurança nacional, tendo em vista a fronteira próxi-ma que é palco de atritos entre Venezuela e Guiana.

Entidades que compõem o movimento:

 ACRIGER
 ASSOCIAÇÃO MUNICIPAL IND. GUAKRU DE BOA VISTA
 ASSOCIAÇÃO DOS ARROZEIROS
 FAMPER/AMPER
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOCADORAS DE AUTOMÓVEIS
 ALIDICIRR
 ARIKON
 ASSOCIAÇÃO DOS REGISTRADORES DO ESTADO DE RORAIMA
 ASSOCIAÇÃO DOS SUPERMERCADOS
 ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES DA RESERVA
 BRASIL VIVO
 CAMATUR
 CÂMARA BRASIL GUIANA
 CÂMARA BRASIL VENEZUELA
 CÂMARA ÍTALO AMAZÔNICA
 CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA
 COOPERCARNE
 COPING
 COOPERTAN
 FAER
 FECOR
 FIER
 FACIR/ACIR
 GRÃO – NORTE
 MAÇONARIA
 SINDIMADEIRAS
 SODIURR
 SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE
 SEBRAE-RORAIMA
 OAB/RR
 SEST/SENAT
 SINDICATO DOS JORNALISTAS


Em breve